Nos dias 17 e 18 de abril de 2026, às 19h, no Teatro Cláudio Barradas (ETDUFPA), acontecerá a estreia do Espetáculo de Dança MOEBIUS. Venha Participar! Entrada Gratuita.
Há infinitus que se dobram sobre si mesmos para explorar as dimensões do amor, do tempo e da vastidão parauara memorial.
Tal como a fita de Moebius, a convergência entre dentro e fora, de inícios e fim, a obra convida o público a atravessar os ciclos da vida de dois habitantes-criadores, Lindemberg e Mayrla, um casal de meia-idade com uma relação profundamente entrelaçada pelas passagens do tempo.
No palco, a trajetória dos habitantes é narrada por meio dos “moebius” de sua existência conjunta: o primeiro encontro, o enamoramento, o noivado, o casamento, os conflitos rotineiros da vida cotidiana, perdas, morte, a chegada da velhice e as memórias dos tantos momentos vividos.
Essas camadas de experiências emergem entre clarões de memórias que transitam entre passado e presente de forma não linear, tal qual o próprio tempo que se refaz incessantemente, ecoando o ciclo eterno que conecta o casal a espaço de memórias na cidade e músicas marcantes paraenses.
Inspirado nos princípios da poética do habitante-criador, o espetáculo habita as pulsões mais íntimas da condição humana. Os habitantes recriam, reatualizam e habitam suas corporaturas, como corpus moldados pela passagem do tempo e pelo impacto das relações com o outro e o ambiente.
Em diálogo com a banda de Möbius, aqui reinterpretada como corpus infinitum, a dramaturgia explora os infinitos contornos das histórias contadas e, simultaneamente, do que é vivido no presente do ato criador.
"MOEBIUS" também mergulha no êxtimo (a união entre o mais íntimo e o externo), revelando os impulsos profundos de Lindemberg e Mayrla, aqueles que pertencem ao âmago de cada um, mas que só fazem sentido quando se entrelaçam com o outro, com o espaço-tempo embalados pela eternidade de músicas vividas nos ciclos relacionais, palco e testemunha desta odisseia de amor e perda.
O tempo em "MOEBIUS" não se limita a uma linha reta: ele se expande, se espirala, se contrai, dobra-se sobre si para revelar as interseções que existem entre o viver e o esquecer numa jornada cênica sobre amor, tempo e eternidade.
*Este projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc, no edital de fomento à projetos cultuarias 2025*
Direção geral: Lindemberg Monteiro
Direção executiva: Marlene Ferreira
Direção artística: Lindemberg Monteiro e Mayrla Andrade
Direção cênica: Allan Lima e Leonardo Bahia
Habitantes-Criadores: Lindemberg Monteiro e Mayrla Andrade
Pesquisa e seleção musical: Allan Lima, Lindemberg Monteiro e Mayrla Andrade
Designer de Arte: Kléber Dumerval
Ilustrações: Vinicius Araújo
Concepção e Criação do figurino: Ezia Neves
Concepção, Criação e operação de Luz: Iara Souza
Produção, Cenografia e Dramaturgia: Ribalta Companhia de dança